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 A industrialização socialista

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MensagemAssunto: A industrialização socialista   Sex Nov 06, 2015 11:38 pm

A industrialização socialista


No final da Guerra Civil, os bolcheviques herdaram um país completamente
arruinado, com uma indústria devastada por oito anos de operações militares. Os bancos e as grandes empresas foram nacionalizados e, através de um esforço extraordinário, a União Soviética começa a erguer o aparelho industrial.

Em 1928, a produção de aço, carvão, cimento, têxteis e máquinas-ferramentas alcançou ou ultrapassou o nível de antes da guerra. É então que a União Soviética formula um desafio que parece impossível de realizar: lançar, graças a um plano
quinquenal nacional, as bases de uma indústria moderna, contando essencialmente com as forças internas do país. Para o conseguir, o país mobiliza-se para empreender uma marcha forçada rumo à industrialização.

A industrialização socialista é a peça-chave da edificação socialista na União Soviética. Tudo depende do seu êxito. A industrialização deve lançar as bases materiais do socialismo. Permitirá transformar radicalmente a agricultura com recurso a máquinas e a técnicas modernas. Preparará um futuro de bem-estar material e cultural para os trabalhadores. Fornecerá os meios para uma verdadeira revolução cultural. Produzirá a infra-estrutura de um Estado moderno e eficaz. E só ela poderá fornecer ao povo trabalhador armas modernas para defender a sua independência contra as potências imperialistas agressivas.

Em Fevereiro de 1931, Stáline explica a necessidade de o país manter ritmos extremamente rápidos para se industrializar: «Estamos 50 a 100 anos atrasados em relação aos países mais avançados. Temos de percorrer esta distância em dez anos. Ou conseguimos fazê-lo ou seremos esmagados.»

Ao longo dos anos 30, os fascistas alemães, tal como os imperialistas franceses e ingleses, pintaram em cores vivas o «terror» que acompanhou a «industrialização forçada». Todos ruminavam a sua vingança da derrota que haviam sofrido em 1918-1921 quando intervieram militarmente na União Soviética. Todos desejavam ver uma União Soviética fácil de pulverizar. Pedindo esforços extraordinários aos trabalhadores, Stáline tinha constantemente no seu campo de visão a ameaça terrível da guerra e da agressão imperialista que pairava sobre o primeiro país socialista.

O esforço gigantesco para industrializar o país nos anos de 1928 a 1932 ficou conhecido como «a revolução industrial de Stáline», título de um livro consagrado a este período por Hiroaki Kuromiya, professor na Universidade de Indiana nos EUA.2 Fala-se também de uma «segunda revolução» ou de uma «revolução de cima». Com efeito, os revolucionários mais conscientes e enérgicos encontravam-se à frente do Estado e daqui despertaram, mobilizaram, disciplinaram dezenas de milhões de trabalhadores camponeses mantidos até então nas trevas do analfabetismo e do obscurantismo religioso. Podemos resumir o tema central do livro de Kuromiya ao seguinte: Stáline conseguiu mobilizar os operários e os trabalhadores em geral para a industrialização acelerada, apresentando-a como uma guerra de classe dos oprimidos contra as antigas classes exploradoras e contra os sabotadores que surgiram nas suas próprias fileiras.

Para estar à altura de dirigir o esforço gigantesco da industrialização, o Partido necessitou de alargar as suas fileiras. O número de aderentes passou de 1,3 milhões em 1928 para 1,67 milhões em 1930. Durante o mesmo período, a percentagem de membros de origem operária passou de 57 para 65 por cento. Oitenta por cento dos novos recrutados eram trabalhadores de vanguarda: em geral eram trabalhadores relativamente jovens que haviam recebido formação técnica, activistas do Komsomol que se haviam distinguido como trabalhadores modelo, que ajudavam a racionalizar a produção e obtinham uma alta produtividade. Isto refuta bem a fábula da «burocratização» do Partido stalinista: o Partido reforçou o seu carácter operário e a sua capacidade de combate.

A industrialização fez-se acompanhar de movimentações extraordinárias. Milhões de camponeses analfabetos foram arrancados da Idade Média e propulsados para o mundo da maquinaria moderna. «No final de 1932, a força de trabalho industrial tinha duplicado em relação a 1928, atingindo seis milhões de pessoas.» No mesmo período de quatro anos e para o conjunto dos sectores, 12,5 milhões de pessoas tinham encontrado uma nova ocupação na cidade, 8,5 milhões das quais eram antigos camponeses.

Do livro: Um novo olhar sobre Stálin, de Ludo Marques

Link para baixar: bit.ly 1NbE4tI
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